Poesias de Humberto de Campos

POEIRA... Poeira leve, a vibrar as moléculas: poeira Que um pobre sonhador, à luz da Arte, risonho, Busca fazer faiscar: pó, que se ergue à carreira Do Mazepa do Amor pela estepe do Sonho. Para ver-te subir, voar da crosta rasteira Da terra, a trabalhar, todas as forças ponho: E a seguir teu destino, enlevada, a alma inteira O teu ciclo fará, seja suave ou tristonho. Não irás, com certeza, alto ou distante. O insano Pó não és que, a turvar o céu claro da Itália, Traz o vento, a bramir, do Deserto africano: Que és o humílimo pó duma estrada sem povo, Que, pisado uma vez, pelo ambiente se espalha, Sente um raio de Sol, cai na terra de novo.

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